Palavras dos mestres: Tom Dorrance


Nesta nova categoria, vamos sorver as gotas de sabedorias dos grandes mestres do verdadeiro Horsemanhip.

No post de hoje, Tom Dorrance, um dos maiores mestres que nos ensinou muito sobre como entender melhor a relação entre homem e cavalo.





"Antes que o interior de um cavalo possa estar bem, o interior do treinador deve estar bem primeiro."

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Cavalos, arte, mudanças...


Tantas mudanças, crises econômicas e pessoais e já fazem meses que não vejo um cavalo de perto. A depressão me consome. Como me expresso? Através da arte. Os próximos artigos serão dos desenhos que tenho feito durante a madrugada causada pela insônia e desemprego; essa foi a única maneira de me manter próximo do que realmente amo...

Se quiserem também podem me seguir pelo Instagram: Damibem_horseart.


Começando com a arte "Kaladium", com efeito 3D, baseada numa foto de um dos mais queridos cavalos que já treinei na vida. Muitas Saudades...


Gestão em equinocultura


Noções de manejo, saúde equina, equitação e treinamento são essenciais para o profissional do cavalo. São muitos os profissionais que fazem parte da área: veterinário, treinador, tratador, professor de equitação, cavaleiro, etc. 

Mas e no tocante da administração do negócio? Seja ele um haras, escola de equitação ou centro de treinamento; existe a necessidade de uma figura de gestão empresarial e, para melhor administrar qualquer negócio, o executivo deve entender tudo sobre os negócios de sua empresa.

Daí surge a figura do gestor em equinocultura. Um profissional multidisciplinar que possui conhecimento técnico e prático de manejo, saúde e treinamento equino e equitação, mas também de administração e gestão de negócios. 
Curso Superior em Gestão em Equinocultura - Uniso

A função do gestor de equinocultura passa não só pelo conhecimento meramente prático ou técnico, mas por um novo patamar multidisciplinar, capaz de gerir a equinocultura, que mantém, por outro lado, uma estreita ligação com o renovado homem do campo e relaciona-se ao funcionamento de inúmeras unidades rurais de diversas cadeias do agronegócio, buscando um desenvolvimento auto-sustentável, com importantes impactos positivos sobre o meio ambiente e também no emprego.

Nesse sentido, pode-se dizer que, segundo especialistas da área, o profissional formado por este curso é considerado como o profissional do futuro do mercado de cavalos, tendo em vista que é totalmente focado e preparado para trabalhar com a gestão (que é a principal dificuldade dos estabelecimentos equestres) e os negócios do mercado equino. 

Para suprir essa necessidade foi criado o curso Superior de Gestão de Eqüinocultura. O curso nasceu a partir de uma necessidade real e presente do mercado eqüestre brasileiro e internacional. O Brasil é hoje uma das grandes potências eqüestres do mundo, oscilando entre o 3º. e 4º. maior rebanho do mundo. Percebe-se cada vez mais um grande aumento da utilização dos eqüinos no trabalho de fazendas, nos variados esportes eqüestres e no lazer. A Eqüinocultura brasileira vem se firmando cada vez mais como parte da cadeia de produção e como um mercado dentro do chamado agribusiness, oferecendo diversas opções de produtos e serviços às categorias participantes deste mercado. Dentro deste processo se faz necessário o desenvolvimento correto dos fatores que sustentam o mercado como manejo especializado, treinamento, serviços técnicos, instalações elaboradas, administração e tudo o que se relacione com a melhoria da qualidade dos serviços e produtos oferecidos.

Um curso de graduação Tecnológica, com duração de 2 anos, reconhecido pelo MEC, oferecido pela UNISO – Universidade de Sorocaba que é a entidade detentora do curso. A UNISO o credencia e reconhece no MEC, tem a autorização de desenvolvimento e operação do mesmo. Através de um modelo de parceria já consagrado no Brasil e no mundo que visa potencializar forças entre empresas e instituições de ensino, a Universidade do Cavalo (UC) e a UNISO – Universidade de Sorocaba realizam este curso em conjunto.

A UC é o recurso especializado em cavalos para aulas práticas, palestras, visitas técnicas, conteúdo didático especializado e tudo o que se refere ao tema “Cavalo”. A UC então é o parceiro especializado em cavalos para a execução do curso. A parceria se resume em potencializar o que cada parte tem de melhor – a UC tem o contato direto com o mercado e a UNISO sendo uma das mais tradicionais universidades do Brasil, certifica os alunos, que recebem o diploma por ela.

O aluno se forma pela UNISO – Universidade de Sorocaba, e recebe o diploma de uma das mais conceituadas instituições de ensino do Brasil, com mais de 60 anos de tradição. Os Gestores de Equinoculutra estão espalhados pelos maiores haras do Brasil, grandes centros equestres, maneges e ranchos. Alguns utilizam nosso contato internacional para estágios e intercâmbios no exterior.

O curso abrange os 4 pilares mais importantes do segmento eqüestre – Manejo, Saúde, Administração e Equitação. Desta forma, fecha um importante ciclo de conhecimentos necessários para o profissional do mercado eqüestre. Com disciplinas focadas, professores atuantes no mercado e contatos valiosos com empresas e profissionais do segmento eqüestre, o Gestor de Equinocultura torna-se cada vez mais um profissional requisitado por catalisar as demandas do dia a dia do segmento eqüestre com conhecimento especifico, formado academicamente e sem ser concorrente de nenhum outro profissional já existente no mercado. Torna-se, Aportanto, um grande solucionador eficaz para o segmento eqüestre.

Com o passar dos anos o curso atraiu cada vez mais alunos de todo o Brasil. Ao mesmo tempo, os formados foram confirmando nossas expectativas de empregabilidade. Muitos alunos saem do curso já empregados e iniciando suas carreiras em haras, hípicas, centros de treinamento, escolas de equitação, empresas e industrias do segmento e também como consultores, Gestores em Equinocultura.

O curso tem formado profissionais diferenciados, visados e desejados pelo mercado em praticamente todas as áreas e setores. São extremamente competentes e bem formados, por levarem consigo experiências acadêmicas de qualidade de conteúdo e estruturas oferecidas, tornando-se cada vez mais solucionadores eficazes e conhecedores dos temas que envolvem o mercado de cavalos.


Fonte: Uniso  e Universidade do Cavalo

4 dicas de cuidado mútuo para sua vida

Kaladium e Xiclete - Universidade do Cavalo


Todas as manhãs quando os tiramos das baias e soltamos no piquete, Kaladium e Xiclete levam vários minutos para dizer "Olá, bom dia!" através de um ritual de cuidado mútuo. Imagino que estejam comemorando o fato de pastarem na grama fresca e curtir o tempo gostoso que tem feito ultimamente.

Depois de vários minutos de massagem mútua, eles finalmente saem para aproveitar a grama longa no pasto. Enquanto observo-os em sua gostosa massagem, eu penso em várias maneiras diferentes que podemos ter este mesmo cuidado mútuo em nossa vida particular. Aqui estão quatro maneiras que podemos ter esse cuidado (não exatamente como eles! rs):

1. Passe adiante

Se por apenas um momento nós pudermos colocar de lado nossas necessidades, desejos e vontades e apenas fazer algo útil, encorajador, e dar suporte a uma pessoa, sem pensar em como isso pode nos afetar, o mundo poderia ser um lugar melhor. 
Na próxima vez que você ver uma oportunidade, faço algo gentil para alguém - sem ganho pessoal, mas somente porque a oportunidade apareceu e você pode fazê-lo.

2.  Ajudando numa época de necessidade

Nós não podemos fazer tudo sozinhos. Algumas coisas requerem um ou dois amigos para nos dar o ânimo que precisamos. Você já viu os cavalos começarem o cuidado mútuo (tal como na foto acima de nossos dois amigos)? Um cavalo se aproxima um pouco de cada vez e dá uma mordidinha no pelo do outro. Isto é apenas um convite - você coça minhas costas se eu coçar as suas? - Normalmente o outro cavalo gosta tanto que logo os dois estão lado a lado para continuar. Uma mordidinha se torna duas e logo eles estão juntos num tipo de troca rítmica. No caso desses dois cavalos que eu cuido e treino, essa troca pode durar minutos, e se um para o outro começa denovo!

Ajudando o próximo é exatamente o mesmo processo. Primeiro você pergunta - Você pode me dar uma mãozinha? - Temos a esperança de que esta pessoa possa te dar o suporte que precisa. Então, você faz o mesmo por ele quando necessário. É um ganha-ganha!

Colaboração é uma das mais importantes habilidades sociais  - não apenas para amizade mas para qualquer situação na vida. Da próxima vez que você perceber que alguém precisa de ajuda, não dê as costas. Volte-se para ele e ajude.

3. Incluindo outros

Geralmente, cavalos que se cuidam se dão bem um com o outro. Eles socializam com a maioria dos membros da manada, mas eles tendem a procurar um ao outro quando uma coçadinha nas costas é necessária. De certa maneira, eles tem uma sensação de fazer parte de uma mini manada.

Todos temos a necessidade de nos sentir incluídos, especialmente quando se trata de pessoas que admiramos ou gostamos. Em nossa rotina louca de ter que estar aqui e ali, casa, trabalho, faculdade, não poder parar um minuto para respirar, parar alguns minutos e incluir alguém numa conversa pode ser muito bom para fazer conexões significativas com outras pessoas. Se você notar alguém excluído, convide-o para o grupo, envolva-o em suas atividades. Você vai ficar satisfeito por ter feito isso!

4. Empreste seus ouvidos

Eu poderia observar Kaladium e Xiclete o dia todo. Posso ver a interação que acontece durante aquela simples coçadinha matinal. Primeiro, um cavalo morde, depois o outro. Um de cada vez. Eles contribuem.

Quando seu amigo precisa dizer algo, simplesmente pare. Olhe em seus olhos e lhe dê atenção. Mesmo estando lá apenas para ouvir pode fazer uma grande diferença na vida de alguém. Se você consegue ir além e responder ás preocupações do seu amigo, você pode ajudá-lo a resolver um problema numa época conturbada de sua vida, ou dar algum insight que ele não teve ou não pensou ainda.

Quando você pensa sobre isso, cuidado mútuo dos cavalos pode ser interpretado como um grande ato de generosidade. Se nós utilizássemos um pouco desse conhecimento de nossos amigos de quatro patas, com certeza nós poderíamos fazer um positivo e duradouro impacto na vida de outras pessoas.






Instalações para centros equestres


Infelizmente muitos ainda não levam em consideração a importância do manejo e das instalações onde o nosso cavalo fica. A sua rotina está diretamente relacionada ao seu treinamento e ao desempenho desejado do mesmo. Desde como o tratador pega o cavalo da cocheira para escovação, cumprir horários e quantidades corretas para passagem do trato até a estrutura das cocheiras, piquetes. etc. 

O ponto primordial das instalações deve ser respeitar a natureza do animal, as exigências de sua domesticação e o seu bem estar. As instalações devem otimizar o manejo diário, atender o objetivo da atividade de cada centro: ex.: haras (instalações especificas para garanhoes, éguas prenhes e com potros), escola (instalações devem atender o cavalo e ao publico), ter aréa compatível com o objetivo; ter boa manutenção.



                BAIAS

                Devem ter topografia plana, boa drenagem, iluminação e ventilação e se possível voltada para a nascente. O material pode ser de alvenaria, madeira ou tubos, com tamanho ideal de 3x4m. As portas devem ter no mínimo 1,10m de largura e 2,5m de altura. 
A cobertura ideal são telhas de barro ou materiais que não esquentem o ambiente. A altura das paredes deve ser de 2,20m (1,30 sólido e 0,9 gradeado). Cochos podem ser até quatro (água, ração, volumoso e sal) sem quinas, fáceis de alcançar e limpar, e numa altura que nivele com a ponta da espádua. O piso pode ser de concreto, de chão (absorve umidade e mantem temperatura), placas de borracha ou filtro escavação em forma de funil ou pirâmide com 90cm de profunidade (30cm de pedra brita para filtração, 20cm de carvão vegetal para eliminar o cheiro e 40cm de areia lavada que atua como cama).  A cama deve ser macia, seca e limpa todo o tempo (min. 1x ao dia). Não se recomenda uso de redes de feno para evitar desconforto e lesões. A cama mais utilizada no Brasil é a de madeira (maravalha, serragem ou pó de serra – causa alergias).    Há também camas de casca de arroz (não recomendado pois animal a ingere), de palha (produzida a partir de talos de trigo) ou de fenos de baixa qualidade e brachiaria.

                PAVILHÃO DAS COCHEIRAS

Deve ter altura de o dobro da altura média dos cavalos. Como normalmente os telhados são mais altos no meio e não se coloca laje nesses locais, a altura maior deve ser na parede externa do pavilhão, sende a altura no meio dependente da angulação do telhado.  Podem ser de várias maneiras, a saberr: 

     a)  Pavilhões duplos: 1. baias viradas para dentro, corredor entre 2 a 3m com piso não escorregadio. Desejável janelas na parede externa das baias; 2. Baias viradas para fora, corredor interno mais estreito e mais alto (para que não seja necessário entrar na baia) e ter uma ‘varanda’ na frente das portas grande o suficiente para passar com cavalos em caso de chuva (e tb para evitar chuva nas baias); b)      Pavilhões simples: No caso de uma linha simples deve-se considerar insolação para que as baias não virem uma estufa.



                                                    SELARIA
Funcional, organizado, livre de umidade, iluminado e ventilado. Projetar numero de ganchos e cabides necessários para selas, mantas e cabeçadas. Prever um gancho  e cavaletes para limpeza de material. Prateleiras e/ou armários (ventilados) para ligas e outros materiais.




QUARTO DE RAÇÃO, FENO, ALFAFA
                Ventilados, secos e de fácil acesso. Produtos devem ser estocados em pallets em sem contato com a parede. Proteger-se contra roedores. Evitar estoques muito grandes.


DUCHA, FERRADORIA E TRONCO
Pode ser um local multiuso, dependendo da quantidade de espaço. No mínimo duas duchas com pressão (para massagens). Ferradoria deve ser um local coberto para a bigorna e espaço mínimo para dois cavalos amarrados. O tronco de contenção (ou brete) para fazer curativos e exames nos animais.

PASTO/PIQUETE/SOLÁRIO
Pasto e piquete são áreas cercadas com capim e o solário pode ter ou não capim mas com objetivo de ter espaço para o cavalo se movimentar. Podem ser individuais ou coletivos dependendo do tamanho e do manejo do centro equestre. Devem ter fonte de agua e se possível sombreamento.
                O ideal seria que o cavalo ficasse soltos durante todo o dia para que o cavalo volte às suas origens instintivas mas se não for possível, o mínimos seriam duas horas por dia. Tamanho mínimo seria de 1 hectare por cabeça. Quando o local permite, o ideal seria um solário fora da baia, com a largura da mesma e comprimento variável.

                 Mínimo 1,20m de altura, cantos arredondados e porteira afastada dos cantos. Barreiras naturais podem auxiliar como cerca. Se for feita de madeira, utilizar um repelente evitando que animais mordam.
                Podem ser cercados com madeira, tubos, cercas elétricas, etc. Se usados com réguas de madeira, estas devem ser pregadas de dentro pra fora, devendo ter 3 réguas, fios ou canos, sendo o mais baixo a 0,60cm do chão. Não devem ser usados arames farpados ou lisos sem choque.

REDONDEL
Tamanho ideal é de 15 a 18m de diâmetro, proporcionado um trabalho seguro e de qualidade.  Cercas podem ter até 3m de altura, sendo 2,60m ideal. Fazer a cerca abrindo para fora para proteger a perna do cavaleiro. Dos 2,60m, 1,10m a partir do solo devem ser fechados. Não é indicado fechar toda a parede do redondel, pois a atenção do cavalo deve ser conquistada. Ideal ter duas porteiras para que o cavalo não antecipe qual a saída e atrapalhe no trabalho. Piso ideal de areia, sem ser pesado ou sequer escorregadio.
               
                PISTA
Deve ser um lugar de baixo estresse para cavalo e cavaleiro. Piso de areia, uniforme e regular, não muito pesado e sequer escorregadio, não deve ser muito fundo nem muito raso para não afetar tendões ou articulações durante o treinamento.

Pista com cercas são mais indicadas para cavalos em inicio de treinamento, podem ser de madeira roliça, canos de ferro, etc. Devem ter 1,20m de altura. Tamanho mínimo de 20x40m.
                Equipamentos necessários para manutenção da pista: irrigação, rastelo e trator (ou qualquer outro veiculo que puxe o rastelo).
               
            


    ÁREAS ABERTAS COM OBSTACULOS NATURAIS
                Troncos, toras, buracos, árvores, poças e espaço para trabalhar tanto a guia como montado são importantíssimos para adquirir experiências diferentes ao longo do processo.
               
ESTRADAS
                Também para para adquirir experiências diferentes ao longo do processo, devem ser calmas e tranquilas e sem muito trânsito,  podem ser uma grande ferramenta para embarque em trailer e caminhão e aumentar a a confiança do cavalo e cavaleiro. Portanto, ao planejar o local, verifique a possibilidade de acesso à áreas abertas e estradas tranquilas.


Texto adaptado da apostila do curso de Certificação de treinadores de cavalos - Universidade do Cavalo

Casqueamento e ferrageamento: noções básicas




A origem da ferradura vem desde a domesticação dos cavalos, 3mil anos AC, pelos egípcios e persas. Sua prática mais frequente veio se dar após 400 DC, até então ferraduras primitivas eram usadas como adorno. 


                ANATOMIA
                Os cascos anteriores são mais arredondados visto que 60 a 70% do peso do cavalo é nos membros anteriores, dando assim maior sustentação.







               FISIOLOGIA
                O casco é resistente e flexível. As estruturas internas e externas interagem e formam um sistema de absorção de impacto e expansão do casco. A maior parte da pressão é absorvida pela parede do casco, mas também pelas barras e ranilha.

 
 

                 BALANCEAMENTO DO CASCO
              

  Acontece quando o peso do animal é igualmente distribuído nos quatro membros. A função principal do casqueamento é dar sustentação ao animal em tudo aquilo que ele for realizar. Um casco ideal deve ter: parede grossa, profunidade de sola adequada, talões fortes e bem apoiados, ranilha saudável, anéis de crescimento iguais, estruturas que distribuam o peso uniformemente.
                Um casco bem balanceado deve ser:



Balanço médio lateral: ambos os lados                                  Balanço anteroposterior: alinhamento
simétricos.                                                                                das três falanges e a superfície distal
                                                                                                 deve ir até a parte mais larga da ranilha.



ANGULAÇÃO DO CASCO

Cada casco tem sua angulação própria levando em consideração o ângulo quartela-casco (eixo podo-falangeal).




APARAÇÃO DO CASCO

Dicas importantes: Limpar e retirar excesso de material da sola e ranilha. Preservar as barras e ranilha e quanto mais material ficar no casco melhor.
                Para aparar o casco, utiliza-se a torquês em posição perpendicular ao casco, lembrando que o apoio do casco deve ser total, da pinça até os talões (a isso damos o nome de trazer o apoio para trás). Após aparar a parede com a torquês, utiliza-se a grosa para nivelar a sola e obter total apoio no solo. Utilize-a também na parede para corrigir saliências e deformidades, proporcionando simetria  e melhor equilíbrio.


FERRAGEAMENTO

                Pode ser quente ou frio. Dentro desses dois tipos podemos escolher diversos tipos de ferraduras, que irão variar de acordo com a modalidade e necessidade do animal.   A ferradura deverá cobrir todo o casco do cavalo.
                A escolha dos cravos varia de acordo com a ferradura e o animal. Deve ser colocado numa altura de até 1/3 da comprimento da parede do casco. Os cravos da pinça são da mesma altura ou mais altos do que dos quartos e talões.

O ferrageamento pode ser:
a)      Para proteção: feito com ferraduras normais para proteger, dar aderência e melhorar o desempenho;
b)      Corretivo:  aplicado com ferraduras especiais para promover o auxílio na mudança e movimentação do animal que tem aprumos irregulares;
c)       Terapêutico: aplicado com ferraduras convencionais modificadas para o tratamento de doenças que afetam o casco ou o membro dos equinos.



CASQUEAMENTO EM POTROS

                Atenção especial deve ser dada ao casqueamento dos potros nos primeiros 6 meses de vida. Devemos saber distinguir um potro normal de um potro com desvio pois todos os animais jovens possuem um certo grau de desvio nos membros. Um dos fatores mais importantes é que a coluna óssea deve estar sempre alinhada.
                A idade limite para correção aprumos é até os 9 meses, quando as epífises osseas se calcificam.  Essa correção depende da existência do crescimento ativo da placa de crescimento. A correção não é possível e não deve ser tentada em um cavalo adulto.
                Os tipos de correções podem incluir:
a)       Ferrageamento corretivo: com ferraduras de poliuretano, resina ou modificadas de ferro;
b)      Casqueamento corretivo: mudança no ponto de quebra no caso de desvios mais leves;
c)       Cirurgia: em casos mais graves, colocação de grampos ou circuncisão do periósteo

DESVIOS DE CRESCIMENTO

                Podem ser leves ( mudança do ponto de quebra – último instante que o casco deixa o chão) ou angulares (flacidez ou fraqueza do tendão, contratura do tendão e encastelamento).
As causas variam desde alterações no metabolismo do animal, crescimento excessivo, desequilíbrio funcional, fatores genéticos, traumas, erros de manejo, congênitos ou adquiridos nos primeiros meses de vida.
                Flacidez ou fraqueza do tendão
                Problema comum afetando geralmente os traseiros e algumas vezes os quatro membros. Normalmente corrige-se por si só. Tratamento inclui exercícios forçados, aparação corretiva e ferraduras especiais.
               

Contratura do tendão e encastelamento
                Inabilidade de estender os membros completamente onde o crescimento tendíneo não acompanha o ósseo. Pode ser causado por mal posicionamento intrauterino, deficiências nutricionais durante a gestação, componentes hereditários, má nutrição, etc. Tratamento inclui tetraciclina, desmotomia e tendotomia.





Texto baseado na apostila do curso de certificação de treinadores da Universidade do Cavalo.